Dia 26 de agosto, celebra-se o centenário de nascimento de Teresa, a de Calcutá, que assumiu o nome em homenagem a Teresa, a de Lisieux, que, por sua vez, assim se chamava em honra de Teresa, a de Ávila.
Trazemos ao blog o testemunho dos primeiros passos da família que Santa Teresa de Calcutá fundou.
"Era a minha primeira volta pelas ruas de Calcutá depois de ter deixado Loreto e ter regressado de Patna. A certa altura aproximou-se mim um sacerdote pedindo-me um donativo para uma colecta que estava a realizar-se a favor da boa imprensa. Tinha saído de casa com cinco rúpias. Já tinha dado quatro aos pobres. Entreguei-lhe a única rúpia que me restava. ao entardecer, o mesmo sacerdote veio ao meu encontro com um envelope. disse-me que lhe tinha sido dado por um senhor desconhecido que ouvira falar dos meus projectos e me queria ajudar. No envelope vinham cinquenta rúpias. Naquele momento tive a sensação de que Deus começava a abençoar a minha obra e que nunca me abandonaria." Em 19 de março de 1949 uma outra benção de Deus foram as vocações que começaram a surgir precisamente entre as suas antigas alunas. A primeira foi Shubashini Das. Era uma linda jovem, dotada de bastante inteligência, filha de uma boa família. Disse-lhe: - Madre Teresa, se me aceitar, estou disposta a ficar consigo e a colocar a minha vida ao serviço dos pobres. - Minha filha, pensa melhor, reza mais e, daqui a a algum tempo, vem ter novamente comigo. Era quase o mesmo conselho que Mons. Périer lhe tinha dado, tempos atrás. a jovem foi, prensou, rezou e no dia 19 de Março de 1949, dia de São José, era aceita na nova Congregação, que começava a surgir, escolhendo como nome para vida religiosa o nome de baptismo da sua antiga professora: Agnes. A esta outras se seguiram. Sem qualquer propaganda. Apenas atraídas pelo testemunho daquelas que se chamariam, mais tarde, Missionárias da Caridade. Madre Teresa conta assim o início da congregação: "Uma a uma, a partir de 1949, vi chegar jovens que tinham sido minhas alunas. Vinham com o desejo de dar tudo a Deus e tinham pressa em fazê-lo. Despojavam-se, com íntima satisfação, dos seus saris luxuosos para revestir-se do nosso humilde sari de algodão. Vinham sabendo que se tratava de algo difícil. Quando uma filha das velhas castas se coloca ao serviço dos párias, trata-se de ma revolução. A maior. A mais difícil de todas: a revolução do amor! Uma vida mais regular começou então para a nossa pequena comunidade. Abrimos escolas enquanto continuávamos a visita aos bairros de lata. As vocações afluíam e a nossa casa tornou-se muito pequena. "
Assim como Madre Teresa de Calcutá, e várias de suas alunas você também pode se doar e fazer mais pelo seu semelhante. Pense nisso!

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